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26 de novembro de 2009

Implantar cultura digital é papel da agência

Num momento de transformação na forma de fazer propaganda, é importante que as agências que querem contribuir para a estratégia do cliente ajudem a criar cultura digital.

Depois de rechaçar a campanha tradicional cheia de “sacadinhas” da sua agência tradicional, o cliente entende que aquilo ali é justamente o que não quer.

Então, ele vem com uma ideia audaciosa e coloca no papel um plano para criar um modelo de interatividade que integra todas as mídias e utilizando a internet como ferramenta central de sua campanha.

Surge a ideia de criar uma rede social e usar as fotos de quem está na rede para fazer os comerciais de TV, impresso e mídia externa. E ainda, criar brindes personalizados e usar o banco de dados para prospecção e comunicação direta.

Foi assim que nasceu a campanha Eu vou, do processo seletivo da Univix. Tem valor para o cliente contar com uma agência de internet que já o atende há mais cinco anos com dezenas de projetos arrojados e inovação.

Qual foi o fator mais importante para gerar a oportunidade de criar uma campanha como essa? A atuação da agência tradicional do cliente? A ideia audaciosa do cliente? Acredito que o que fez a diferença foi o nível de cultura digital e de inovação do cliente.

Quando o cliente aposta todas as suas fichas numa campanha como essa, ele precisa estar muito seguro sobre o que está fazendo, precisa saber onde está pisando e, principalmente, de capacidade estratégica e operacional para viabilizar sua audácia.

Acredito que no caso da Univix, essa campanha foi possível porque o cliente está contaminado pela cultura de inovação e cultura de rede. E a agência de internet teve papel muito importante nessa construção. Foi o histórico de projetos de internet, centenas de reuniões, conversas e troca de informações que sedimentaram o entendimento sobre a dinâmica da rede e como é possível apostar suas fichas na web.

Num momento de grandes transformações nas mídias e na forma de fazer propaganda, ajudar a criar cultura digital será cada vez mais uma importante atuação para as agências… para aquelas agências que vão fazer diferença na estratégia do cliente.

Via WebinsiderGilber Machado.

17 de agosto de 2009

Como ICQ, Blogs e Twitter nos influenciaram?

Por Edney Souza*

Na pré-história da comunicação era o mensageiro que, caminhando ou galopando, de uma cidade para outra, anunciava as novidades a povoados isolados e ávidos por receberem informações de seus vizinhos distantes. Ou por afeto, no caso de parentes, ou por precaução, no caso de pestes e saqueadores, manter-se informado tornou-se um fator importante para a sobrevivência dos povos.

A tecnologia trouxe o telégrafo, o telex, o fax e finalmente o e-mail. Com o crescimento da velocidade e facilidade de transmissão da informação, o privilégio deixou de ser de povoados e empresas e passou a ser do indivíduo. Hoje alguém só precisa recorrer aos correios para envio de bens materiais, levar informação pra lá e pra cá não é mais privilégio de quem tem boa saúde, um bom cavalo ou um aparelho caro. Mesmo não tendo computador o indivíduo pode enviar suas mensagens em uma lan house a partir de R$ 0,50 (cinquenta centavos) a hora.

Para a geração mais jovem e-mail também já é coisa do passado. Ele ainda é um mal necessário para criar uma conta em algum mensageiro instantâneo (como o MSN ou o GTalk), para se cadastrar em alguma rede social (como o Orkut ou Facebook) ou para utilizar softwares de voz (como o Skype). Com a vantagem de que nessas ferramentas os usuários podem, além de conversar em tempo real, trocar arquivos, fotos, links, jogar, gravar vídeos e podcasts. Tudo isso simultaneamente com uma ou mais pessoas. Alguns desses serviços já permitem cadastro via celular (usando SMS), talvez isso seja o começo da extinção do e-mail.

Para quem vive nesse turbilhão de estímulos visuais e auditivos, ler um jornal ou revista por vez, ou assistir um único programa de televisão, parece algo como esperar um mensageiro trazer novidades a cavalo. Obviamente essas mudanças não ocorrem da noite para o dia (o aparelho de fax do meu lado que o diga), mas precisamos experimentar, estudar e procurar entender como a comunicação está nos transformando através da tecnologia.

Dizer que blogs, sites e jornais competem entre si é uma grande besteira. Obviamente há uma disputa de atenção, mas o que menos importa é o formato. A grande maioria das pessoas vai repassar a informação indicando um link e avisando que leu algo interessante na internet. Se um texto for bem apurado e redigido ele será viralizado, comentado e buscado, não importa o tipo de site que o divulgou.

Além da qualidade a velocidade é outro fator importante. Não adianta produzir algo fantástico uma semana depois. Dependendo do assunto não adianta publicar nem no dia seguinte. Assuntos de grande interesse popular demandam atenção minuto-a-minuto e nesse cenário os microblogs, em especial o twitter, levam vantagem.

O Twiter é a grande febre do momento, o curioso é que é uma ferramenta extremamente simples. A vantagem é a flexibilidade e agilidade. Se quero divulgar um link ou compartilhar uma frase bacana, não preciso me logar em algum computador ou usar algum software especial. Posso fazê-lo dentro de outro software ou rede social em que eu já esteja, ou utilizar meu celular. Depois que você se acostuma, fica difícil atualizar o blog. Passa a requerer, além de disciplina, tempo e disposição para construir algo que valha a pena ler mais de 140 caracteres.

Não sei se o twitter vai durar muito tempo, mas tenho certeza de que o formato de microblog terá uma sobrevida significativa. Da mesma forma que o ICQ já deixou de fazer parte do cotidiano do internauta, abrindo espaço para outros mensageiros instantâneos. Pode ser que o twitter dê espaço para algum concorrente, mas é dificil imaginar o dia-a-dia de um monte de pessoas que eu conheço sem nenhum tipo de microblog para acompanhar sua rotina digital.

O lado bom, pra mim que sou blogueiro, é que não dá pra resumir reflexões como essas em apenas 140 caracteres, fazendo com que, não só blog, mas todas as plataformas de conteúdo continuem importantes. Porém se eu não avisar no twitter sobre o que escrevi aqui, minhas chances de que esse texto seja lido e compartilhado diminuirão drasticamente.

Aliás, ao consumir seu texto o leitor tem de querer compartilhá-lo. Se não for para escrever algo que valha a pena ser debatido e discutido então é melhor refletir um pouco mais antes de colocar na rede. Não significa que as pessoas tem de sair comentando loucamente o que você escreveu ou distribuir seu link em todos os cantos, mas aquela idéia precisa permanecer na mente do seu leitor e infectar outras pessoas nas conversas que ele terá dali em diante. Talvez você não ache seu link por aí, mas vai achar trechos do que você escreveu remixado com outras idéias que ele colheu pela rede, se você conseguir isso parabéns, então valeu a pena publicar.

*Edney Souza, ou Interney, é diretor de operações da Polvora! Comunicação.

Link do post original -> http://www.comremix.com.br/tecnologia-e-comunicacao-como-icq-blogs-e-twitter-nos-influenciaram