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4 de fevereiro de 2010

Confiança do consumidor em lojas virtuais no Brasil atingiu 86,3% em 2009

O índice de confiança nas lojas virtuais brasileiras em 2009 foi de 86,3% em média, informou nesta quarta-feira (3/2) a empresa de pesquisa em comércio eletrônico e-bit.

Para chegar a esse índice, que reflete a média dos índices mensais, o e-bit coletou mais de 1,4 milhão de questionários entre janeiro e dezembro do ano passado.

Os dados mensais revelam que o índice mais baixo foi o de fevereiro (85,59%) e o mais alto, de agosto (87,29%). Em dezembro, a satisfação ficou em 85,98%, abaixo da média. Como o índice foi criado no ano passado, não há dados comparativos de 2008.

Desenvolvido em parceria com o Movimento Internet Segura, da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o Índice de Confiança do e-consumidor mede a satisfação dos pesquisados com o desempenho das lojas virtuais.

Via IDGNow!

20 de janeiro de 2010

Web continua crescendo; jornais e revistas caem

O faturamento publicitário dos veículos de comunicação registrou um discreto crescimento de 0,67% e permaneceu praticamente estável nos oitos primeiros meses de 2009 em relação ao mesmo período de 2008.

De acordo com números do Projeto Inter-Meios, até outubro, o mercado faturou R$ 17,54 bilhões, contra os R$ 17,42 bilhões anteriores. O destaque foi a internet, que cresceu 21,5%, faturando R$ 724,7 milhões com publicidade, ampliando a sua participação no total do bolo para 4,1%. Em sentido inverso, a TV por assinatura caiu 0,6% (chegando a R$ 637,7 milhões), e sua fatia é agora de 3,6%.

O faturamento da TV aberta (R$ 10,6 bilhões) cresceu 4,2% no mesmo período e responde por 60,6% das verbas investidas em mídia. Também apresentaram resultados positivos: o rádio (7,2%, com R$ 786 milhões) e a mídia exterior (outdoors, painéis e front-light), que cresceu 11,1%, com R$ 523,3 milhões.

Ainda segundo o Projeto Inter-meios, a mídia impressa teve prejuízos. Os jornais caíram 10,7% e faturaram R$ 2,5 bilhões; as revistas caíram 10% (faturamento de R$ 1,3 bilhão); guias e listas caíram 22,2% (faturamento de R$ 302,8 milhões). Com um faturamento de R$ 63,6 milhões, o cinema também apresentou resultado negativo de 9,4%.

Via ADnews

3 de novembro de 2009

Yes, we have mobile!

Você acessa internet pelo celular? Se sim, então você já deve ter entrado em sites desenvolvidos especialmente para eles, adaptados e com fácil navegabilidade, os chamados mobile sites.

Pois bem, este texto é apenas pra dizer que você já pode ler nossos posts pelo celular acessando m.webcomtexto.com.br.

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O que pensamos

Como a maioria dos aparelhos ainda não favorece a navegação por limitações técnicas, e principalmente pelo tamanho de suas telas, foi necessário fazer algo que oferecesse de maneira direta e sucinta, focado no carregamento rápido, navegação simplificada e textos objetivos.

A preocupação com os detalhes técnicos

A versão mobile do nosso blog foi criada sem tabelas, utilizando apenas CSS para garantir maior flexibilidade ao layout, reduzindo substancialmente o “peso” da página, para que a mesma seja carregada de forma rápida, diminuindo o custo de acesso para o usuário, que paga por dados trafegados.

Alguns pontos são importantes no desenvolvimento de mobiles sites, evitando que ocorram alguns erros durante o carregamento das páginas. Não são aconselhados a utlilização de iframes, pop-ups, animações em flash, maps, imagens grandes ou plugins.

Esses itens consomem mais banda do usuário e energia do celular, diminuindo a vida útil da bateria. Além disso, nem todos os aparelhos suportam esses tipos de scripts ou elementos embutidos. Em outros casos, o usuário pode também não ter condições de baixar plugins para executar aplicativos.

Pq fizemos isso?

O uso de celulares no Brasil não para de crescer e isso vai muito além de ligações e envio de SMS. Segundo dados do Interactive Advertising Bureau Brasil – IAB, 7,3% dos usuários de celulares no País acessam a internet de dispositivos móveis (incluindo PDA´s e Pocket’s), ou seja, cerca de 11 milhões de linhas acessam a internet/mês.

Antenadas a esse crescimento e diante da sofisticação cada vez maior dos aparelhos, inúmeras empresas (inclusive nós) adaptaram seu conteúdo para a plataforma mobile. Algumas lançaram promoções para celulares. Outras foram além e criaram aplicativos para entretenimento, trabalho, além dos tradicionais jogos, home banking, etc.

No entanto…

O intuito desse post, no entanto, não é discorrer sobre a parte técnica de um mobile site, avaliar esse mercado, falar sobre aplicativos para celular, discutir mobile marketing ou enaltecer o mercado bilionário desses (cada vez) desejáveis aparelhinhos, pois sobre isso você pode achar uma infinidade de resultados no Google.

Então é isso, a WEBCOMTEXTO está no celular, literalmente! =)

18 de junho de 2009

Internet vs. Mídia tradicional: mudança sem retorno

Navegando pela web  tive a grande felicidade de encontrar o texto abaixo (santo Google). Trata-se de um artigo sobre o embate das mídias tradicionais com o crescimento das novas mídias.

O artigo foi publicado na coluna do Carta Maior (publicação eletrônica  que nasceu da primeira edição do Fórum Social Mundial). O autor é Venício Lima, pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília – NEMP – UNB. Veja abaixo a reprodução íntegra:

Novas Midias - Montagem do blog Fabio Fiorini

Montagem do blog Fabio Fiorini

Duas pesquisas divulgadas recentemente mostram, de forma inequívoca, a dimensão das mudanças que estão ocorrendo no “consumo” de mídia, tanto no Brasil como no mundo. Elas são tão rápidas e com implicações tão profundas que, às vezes, provocam reações inconformadas de empresários e/ou autoridades que revelam sérias dificuldades para compreender ou aceitar o que de fato está acontecendo no setor de comunicações.

Internet supera TV
A primeira dessas pesquisas é “O Futuro da Mídia” desenvolvida pela Deloitte e pelo Harrison Group. A Deloitte é a marca sob a qual profissionais que atuam em diferentes firmas em todo o mundo colaboram para oferecer serviços de auditoria e consultoria. Essas firmas são membros da Deloitte Touche Tohmatsu, uma verein (associação) estabelecida na Suíça. Já o Harrison Group é uma consultoria independente com sede nos EUA.

A pesquisa, realizada simultaneamente nos EUA, na Alemanha, na Inglaterra, no Japão e no Brasil, identificou como pessoas entre 14 e 75 anos “consomem” mídia hoje e o que esperam da mídia no futuro. A coleta de dados foi feita entre 17 de setembro e 20 de outubro de 2008 e a amostra foi dividida em quatro grupos de faixas etárias: a “Geração Y”, com idade entre 14 e 25 anos; a “Geração X”, que tem entre 26 e 42 anos; a “Geração Baby Boom”, formada por pessoas entre 43 e 61 anos; e a “Geração Madura”, que compreende os consumidores entre 62 e 75 anos. No Brasil, foram ouvidas 1.022 pessoas, classificadas nas quatro faixas etárias.

Vale a pena transcrever o que a própria Deloitte relata sobre alguns dos resultados referentes ao Brasil (cf. Deloitte, Mundo Corporativo n. 24, abril/junho 2009).

O levantamento mostra que o Brasil, com um mercado formado essencialmente por um público jovem é, dos cinco países participantes da pesquisa, aquele em que os consumidores gastam mais tempo por semana consumindo informações ofertadas pelos mais variados meios de comunicação e se mostram especialmente envolvidos com atividades on-line. Os consumidores brasileiros gastam 82 horas por semana interagindo com diversos tipos de mídia, incluindo o celular. Para a grande maioria (81%), o computador superou a televisão como fonte de entretenimento. Os videogames e os jogos de computador constituem importantes formas de diversão para 58% dos entrevistados. (…) (grifo nosso)

Uma das principais informações reveladas é que o usuário quer participar, interferir. De acordo com as entrevistas realizadas com o público nacional, 83% dos consumidores de mídia produzem seu próprio conteúdo de entretenimento usando, por exemplo, programas de edição de fotos, vídeos e músicas. O público de faixa etária entre 26 e 42 anos é o mais envolvido com atividades interativas na rede. Quanto mais jovem, mais propenso a produzir seu próprio conteúdo on-line.

Um dado extremamente revelador é que assistir à televisão é a fonte de entretenimento preferida pelos entrevistados de todos os países participantes da pesquisa, com exceção do Brasil. Entre nós, a TV aparece em terceiro lugar, as revistas em sétimo, o rádio em nono e os jornais em décimo.

O quadro (adaptado) abaixo revela as preferências brasileiras.

Fontes de entretenimento favoritas – Brasil
1º – Assistir a filmes em casa (não inclui filmes na TV) ………55 %
2º – Navegar na internet por interesses pessoais ou sociais..53 %
3º – Assistir à televisão …………………………………………………46 %
4º – Ouvir música (usando qualquer dispositivo ………………..36 %
5º – Ir ao cinema ………………………………………………………..30 %
6º – Ler livros (impressos ou on-line) ……………………………..25 %
7º – Ler revistas (impressas ou on-line) ………………………….16 %
8º – Jogar videogames ou jogos de computador ……………..14 %
9º – Ouvir rádio ……………………………………………………………13 %
10º – Ler jornais (impressos ou on-line) ………………………….12 %

Para um país acostumado – há décadas – à hegemonia não só da televisão, mas de uma única rede de TV, esses dados não deixam de ser surpreendentes.

Participação ativa
Já a vontade majoritária de participar e interferir na construção do conteúdo, revelada pelos entrevistados brasileiros, acaba de vez com a idéia do obtuso “Homer Simpson” (cf. L. Leal Filho, “De Bonner para Homer”, Carta Capital, 7/12/2005) e com o mito da passividade dos nossos leitores, ouvintes e telespectadores.

Mais do que isso, os dados colidem frontalmente com as práticas históricas dos principais grupos de mídia brasileiros que, salvo raras exceções, sequer admitem a existência de ouvidorias ou de ombudsman em suas empresas.

A supremacia das redes sociais
A pesquisa Deloitte/Harrison faz referencia a outra pesquisa divulgada em junho de 2008 pelo Ibope/Net Ratings sobre o surgimento das “redes sociais virtuais”, ou seja, os sites de relacionamento que reúnem internautas com os mesmos interesses. Segundo esta pesquisa, 18,5 milhões de pessoas haviam navegado neste tipo de site em maio de 2008. Se somados os fotologs, videologs e programas de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6 milhões.

Pois bem. No painel de abertura do 8º Tela Viva Móvel, dia 20/5, em São Paulo, o gerente de conteúdo e aplicações da Oi, Gustavo Alvim, informa que as redes sociais já desempenham papel mais importante que o acesso a emails no cenário da internet mundial. Em média, enquanto 65,1% dos usuários mundiais de internet acessam emails, 66,8% acessam redes sociais. “E o Brasil é o líder absoluto em redes sociais, com 85% de seus internautas que acessam pelo menos uma rede social”.

Os dados vêm confirmar a aplicabilidade da hipótese do “long tail” (Chris Anderson) à “cultura convergente” – como faz Henry Jenkins – e, particularmente, reafirmar a tendência já prevalente da contextualização, análise e organização capilar de conteúdos, inclusive os jornalísticos, em sites e blogs, deixando para trás os velhos modelos dos jornais impressos diários.

“Pendurados na internet”
Diante desses dados – e das importantes transformações que sinalizam – é que se deve compreender a recente declaração do senhor ministro das Comunicações na abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, no dia 19/5, em Brasília.

Segundo relata Mariana Mazza do Televiva News, depois de fazer uma vigorosa defesa da radiodifusão e registrar o abismo entre o faturamento da radiodifusão e das telecomunicações – “o setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está” –, o ministro sugeriu que os jovens devem usar menos a internet e assistir mais programas de TV e de rádio. “Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”.

Ao que parece o senhor ministro – e os radiodifusores que ele tão bem representa – estão realmente perdendo o “bonde da história”.